<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7413219242263282177</id><updated>2011-11-27T15:52:49.124-08:00</updated><category term='Filosofia'/><category term='Medicina'/><category term='História'/><category term='Cinema'/><category term='Literatura'/><category term='Estudos Culturais'/><title type='text'>Conversas de Monstros</title><subtitle type='html'>Lentamente chegam e sem que percebamos nos questiona sobre o que somos. Vem nos perguntar por que os criamos.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Amael Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03459344757639029607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Ssn5qA_ZpUI/AAAAAAAAADo/x0sW9oeYotY/S220/perfil.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>17</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7413219242263282177.post-2287171939725691437</id><published>2009-12-02T11:35:00.000-08:00</published><updated>2009-12-02T11:59:35.782-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estudos Culturais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>A sedução do vampiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SxauncSjshI/AAAAAAAAAIs/RRexhvBQcZU/s1600-h/new-moon2-640.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;'&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SxauncSjshI/AAAAAAAAAIs/RRexhvBQcZU/s320/new-moon2-640.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;E com vocês mais uma sucesso de audiência: o vampiro! Diante do expressivo número de fãs de nosso personagem, me pareceu  razoável fazer um post que falasse exclusivamente dele. Mas a novidade não é tão nova. O tema, defende alguns, remota desde o Antigo Egito. Dos monstros, sem dúvida, é o mais popular: ao mesmo tempo que assusta, atrai, é sedutor. O vampiro não ataca a vítima, ela que se entrega às suas presas sedentas de sangue humano (Leia mais em: &lt;a href="http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/10/conceito-iii-sete-teses.html"&gt;Conceito III: As sete teses&lt;/a&gt;).&amp;nbsp;'Se, por um lado, o vampiro é o horripilante que a ciência deve destruir, ou seja, a ameaça que nos atrai para a zona perigosa de umbral que é a morte-vida, por outro ele apresenta um lado mágico e mítico que fascina. Lado da sedução, da magia e do sonho: a vítima entrega o seu pescoço (sensual) ao morcego liberto', afirmam Aidar e Maciel.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Mas sem realizarmos um extenso estudo sobre o nosso temido e amado sangue-suga, falaremos apenas algumas das principais questões relativas ao nosso habitante das trevas. É inegável o imenso número de filmes (em certo sentido até constrangedor) que tratam do vampiro. Basta dá uma olhada nas prateleiras de uma locadora para ver as versões mais estranhas para a lenda. Do&amp;nbsp;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dr%C3%A1cula_de_Bram_Stoker"&gt;Drácula de Bram Stocker&lt;/a&gt; de Francis Coppola (1992), um dos mais bem elaborados na opinião desse pobre mortal, passando pelo estranho E&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Entrevista_com_o_Vampiro"&gt;ntrevista com o Vampiro&lt;/a&gt;,&amp;nbsp;em que vampiros metaforicamente encenam peças de teatro com humor negro, e chegando ao mais novo sucesso de bilheteria que a série iniciada com o&amp;nbsp;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Crep%C3%BAsculo_%28filme%29"&gt;Crepúsculo&lt;/a&gt; (2008).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Nobres ociosos e libertinos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em um interessante ensaio, Aidar e Maciel registram que 'algumas bocas afirmam que os vampiros eram nobres ociosos que promoviam grandes orgias noturnas, atraindo donzelas da plebe. O alho poderia ter passado à história em função da estratégia das mães, que obrigavam as meninas a mastigarem-no para ficarem com mau hálito'.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Homossexualidade e Bissexualidade&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Sxa4spLnnWI/AAAAAAAAAI0/n4L19V668gs/s1600-h/vampires_bram_stokers_dracula.gif" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Sxa4spLnnWI/AAAAAAAAAI0/n4L19V668gs/s200/vampires_bram_stokers_dracula.gif" /&gt;&lt;/a&gt;Aparentemente sedutores de virgens e donzelas em perigo, os vampiros são representantes eminentemente da bissexualidade, pois se satisfazem tanto com sangue de homens como de mulheres. O ato de morder o pescoço da vítima, uma das zonas mais erótica do corpo, e de sugar o seu sangue, lembra (mas também serve de símbolo) do ato sexual. O crítico de cinema, Luiz Nazário afirma que 'o vampiro pode satisfazer-se tanto em homens quanto em mulheres, numa luxúria que contamina as vítimas. Sua verdadeira natureza é bissexual'.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mesmo pesquisador ainda acrescenta uma padrão de similitude entre a condição vampiresca e a homossexualidade. Nazário argumenta que ambos os códigos é uma rebeldia contra os preceitos (preconceitos) de nossa sociedade. 'Tal como o morto-vivo, condenado a viver na sombra, o homossexual não pode mostrar seu desejo à luz do dia, privado da felicidade cotidiana, exclusiva dos casais heterossexuais. Tanto o vampiro quanto o homossexual representam uma ameaça fatal às instituições fundamentais da civilização: daí sua vinculação com a morte', escreve o pesquisador.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Aidar e Maciel também observam que o vampiro pode ser entendido com a representação dos excluídos do padrão de 'normalidade' estabelecida pela sociedade. Aqueles cujas formas de vida se diferenciavam dos demais eram, pois, considerados monstros. Eles seriam, escrevem, 'desgraçados no outro mundo, figuras errantes em busca de paz. Fantasmas andarilhos, presos entra a vida e a morte, cujo desespero os levava à busca da pacificação momentânea no sangue dos vivos. Sem dúvida, quem pagava o pato eram os suicidas, os malditos, os bruxos, os excomungados e sacrílegos; enfim, aqueles cujas singularidades não eram consideradas exemplares'.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Os educados vampiros atuais&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo que se observa, os vampiros atuais, jovens e apaixonados, ganham conotações mais humanizadoras. O forte teor erótico (homoerótico e de tendência bissexual) presentes nas representações anteriores, inclusive nos filmes citados, dão lugar ao ímpeto juvenil do rapaz que se apaixona por sua própria presa. Bonzinhos, educados e cheios de pudores, os novos vampiros não mais assustam. Agora eles querem ser como os humanos e sofrem demasiadamente por isso, como se o fato de ser homem preso aos padrões sociais do bom comportamento (eles vão à escola, fazem os deveres) fosse algo a se desejar. Particularmente prefiro os vampiros subversivos que contestam a ordem instituída. Eles vem nos perguntar por que consideramos normal as leis sociais. Ao invés de se apaixonar (obrigando-se a um relacionamento estável), o vampiro tradicional nos pergunta por que temos que casar, por que não ficamos com quem queremos (homem, mulher, os dois, os três). O vampiro clássico é a apoteose dos nossos instintos mais animalescos (o Id para os psicanalistas) e o atual é o jovem reprimido que vive sob a máscara da civilização que impõe o seu padrão de moda e comportamento social. Escondidos, os vampiros de Meyer é a representação do adolescente angustiado entre o pode ser e o que é obrigado a ser. Estranhamente, a autora propõe o bom comportamento como meta. Falta-nos vampiros mais revolucionários.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;Para saber mais...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AIDAR, José Luiz; MACIEL, Márcia. &lt;i&gt;O que é vampiro&lt;/i&gt;. São Paulo: Brasiliense, 1986.&lt;br /&gt;NAZÁRIO, Luiz. &lt;i&gt;Da natureza dos monstros&lt;/i&gt;. São Paulo: Arte &amp;amp; Ciência, 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: Drácula de Bram Stocker de Fancis Coppola&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7413219242263282177-2287171939725691437?l=conversasdemonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/feeds/2287171939725691437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/12/seducao-do-vampiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/2287171939725691437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/2287171939725691437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/12/seducao-do-vampiro.html' title='A sedução do vampiro'/><author><name>Amael Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03459344757639029607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Ssn5qA_ZpUI/AAAAAAAAADo/x0sW9oeYotY/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SxauncSjshI/AAAAAAAAAIs/RRexhvBQcZU/s72-c/new-moon2-640.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7413219242263282177.post-1465631589677857616</id><published>2009-11-24T11:36:00.000-08:00</published><updated>2009-11-24T12:09:06.547-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medicina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Imaginação materna: a faculdade formadora de monstros</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SwwnVIUAJXI/AAAAAAAAAIU/y7GG9XofBTI/s1600/Nasce+um+monstro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SwwnVIUAJXI/AAAAAAAAAIU/y7GG9XofBTI/s320/Nasce+um+monstro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Refilmagem de &lt;a href="http://antigravidade.wordpress.com/2008/04/28/nasce-um-monstro-refilmagem-ganha-trailer/"&gt;&lt;i&gt;Nasce um monstro&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; (2008)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Certos costumes, crenças e hábitos aparentemente banais podem ter origens remotas . Ainda hoje é comum as pessoas relacionarem as ânsias maternas ao nascimento do filho. Pode-se ouvir por aí&amp;nbsp; quem ratifica a crença na satisfação dos desejos da mulher em período de gestação. "Não se pode contrariar o desejo da mãe de comer chocolate, porque, senão, o filho pode nascer deformado" ou ainda "Ela está desejando" (assim mesmo com o verbo no intransitivo).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Esse costume tem origem nos séculos XVI e XVII, e remonta a uma verdadeira aventura da medicina e biologia da época para explicar o nascimento de crianças monstruosas. Os eruditos, doutos, médicos daquele tempo se viam diante de um problema que a ciência de então não solucionava: como explicar o nascimento de crianças-lobo, com duas cabeças, irmãos siameses, etc. A única constatação evidente era a de essas crianças, na verdade, eram monstros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Uma ciência misteriosa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SwwyMu6bMXI/AAAAAAAAAIk/YJxMquGk4sw/s1600/Fortunio_Liceti.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SwwyMu6bMXI/AAAAAAAAAIk/YJxMquGk4sw/s200/Fortunio_Liceti.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Para os doutos do período 'exercer a ciência significava confrontar-se com um lado da natureza&lt;b&gt; &lt;/b&gt;no qual a matéria servia de suporte a toda sorte de forças ocultas. Tais forças misteriosas tanto podiam ser instrumento direto da vontade divina quanto podiam ser, ainda, expressão de harmonias e relações dissimuladas entre as diferentes partes do universo, igualmente incompreensíveis', escreve a historiadora Mary del Priore.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Fortunio Liceti, médico do século XVII.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Análise médica do que nunca foi visto&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Além dessa concepção de ciência, vale ressaltar que o médico muitas vezes não era testemunha ocular do caso que descrevia. A maior parte das crianças monstruosas que ornamentam a literatura médica do século XVII nascera em áreas rurais, longe de qualquer médico. Elas entraram no mundo científico tendo como passaporte um atestado assinado por um velho padre, um cirurgião barbeiro ou uma parteira. O caso registrado era encaminhado a algum médico da cidade mais próxima, que, em vez de se mexer para constatar se de fato a criança tinha cabeça de elefante, duas asas de águia e pés de galinha, 'preferia dissertar sobre os erros da faculdade formadora do útero feminino num monstro que ele jamais viu, mas sobre o qual não parava de falar', afirma ainda Priore.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Senso crítico?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SwwxcMETlUI/AAAAAAAAAIc/uN4pIr0Fxno/s1600/explicatio+fecunde+tabule.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SwwxcMETlUI/AAAAAAAAAIc/uN4pIr0Fxno/s320/explicatio+fecunde+tabule.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Priore relata, contudo, que esses médicos e sábios dos séculos XVI e XVII não eram desprovidos completamente de senso crítico. 'Quando repetiam um fato extraordinário, não o levavam inteiramente a sério', informa. Mas, mesmo assim, esse ceticismo era baseado ainda em preceitos da época e algumas justificativas para essa postura vinha de explicações ainda mais despropositadas. 'Quando &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fortunio_Liceti"&gt;Fortunio Liceti&lt;/a&gt; lê em Plínio que uma mulher copulara com um elefante, dando à luz um elefantinho, ele, ceticamente, nega-se a acreditar. E por quê? Porque, como todos sabiam, o elefante era um animal considerado muito casto, tendo por hábito esconder-se para realizar o ato sexual; como poderia ele, descaradamente, engravidar uma mulher?!', exemplifica a historiadora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A mãe: a faculdade formadora do útero&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Desse contexto, tem-se que muitos médicos de outrora definia a criança monstruosa como consequência da imaginação materna que se exercia inconscientemente sobre o útero que, por sua vez, deformava o bebê em gestação. Veja como se dava esse raciocínio: 'Apresentava-se à mulher algo de seu agrado; tal objeto excitava seu apetite. Este, por sua vez, movia e comandava a potência motriz executora das vontades da dita mulher. Tal potência agitava os espíritos, que recebiam no cérebro a imagem cobiçada, fecundando a seguir o embrião e imprimido-lhe a imagem que lhe fora consignada', descreve Priore. Assim, se a mulher tivesse visto lagosta durante a gravidez, por exemplo, daria à luz uma criança e uma lagosta (ou uma criança deformada como uma lagosta).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O pai: a semente degenerada&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Os médicos da época também argumentavam que os pais podiam contribuir, embora em menos casos, com a monstruosidade da criança. A existência de gêmeos cujos corpos estivessem grudados, por exemplo, era normalmente, explicada pela quantidade excessiva de semente para um embrião, mas insuficiente para dois, relata a historiadora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;O grande passo que essas explicações médicas dão para o surgimento dos monstros vão no sentido de afastar a explicação teológica de que eles são criatura surgidas da ira divina. 'Graças à faculdade formadora, a questão dos monstros afastava-se do âmbito teológico e restringia-se, pouco a pouco, aos domínios das questões 'naturais'. A partir dos finais do século XVII, o assunto ganharia uma importância particular, e isso sobretudo porque os monstros são alvo de exames cada vez mais detalhados. Os progressos do espírito científico não permitiam mais que se dissertasse sobre um monstro que não tivesse sido visto com os próprios olhos', conclui Priore.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Para saber mais...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;PRIORE, Mary Del. &lt;i&gt;Esquecidos por Deus&lt;/i&gt;: monstros no mundo europeu e ibero-americano (séculos XVI-XVIII). São Paulo: Companhia das Letras, 2000.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7413219242263282177-1465631589677857616?l=conversasdemonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/feeds/1465631589677857616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/11/imaginacao-materna-faculdade-formadora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/1465631589677857616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/1465631589677857616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/11/imaginacao-materna-faculdade-formadora.html' title='Imaginação materna: a faculdade formadora de monstros'/><author><name>Amael Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03459344757639029607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Ssn5qA_ZpUI/AAAAAAAAADo/x0sW9oeYotY/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SwwnVIUAJXI/AAAAAAAAAIU/y7GG9XofBTI/s72-c/Nasce+um+monstro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7413219242263282177.post-549977060485005279</id><published>2009-11-20T07:03:00.000-08:00</published><updated>2009-11-21T16:13:08.846-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Os monstros são filhos de Deus?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Swav8nT7gxI/AAAAAAAAAH0/ud4PWPrtMrI/s1600/Aldrovandi8.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Swav8nT7gxI/AAAAAAAAAH0/ud4PWPrtMrI/s320/Aldrovandi8.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span id="goog_1258722086753"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_1258722086754"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_1258722086755"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_1258722086756"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: xx-small;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Ulisse Aldrovandi(1522-1605) - Monstrorum historia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os monstros que povoavam o imaginário medieval suscitaravam um problema teológico: se, de fato, eles existissem, como relatavam os cronistas da época, teriam surgido como um erro da Criação? Os monstros seriam filhos de Deus? Em resposta a essas questões, se levantou um dos maiores filósofos medievais: Santo Agostinho. O filósofo de Hipona foi um dos primeiros a perceber a importância dos monstros para o imaginário das populações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Santo Agostinho se pergunta se seriam os monstros simultaneamente homens e criaturas de Deus. Se a inquestionável autoridade de Plínio, o velho, estivesse correta, seriam eles filhos de Adão? E por que razão interferiam na harmonia da Criação? O filósofo que via nos monstros uma expressão da vontade de Deus recorre à Bíblia para explicar a essas questões à luz da teologia:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Pergunta-se, além disso, se é crível que os filhos de Noé ou mesmo, de Adão, de quem esses também procedem, se hajam propagado certas raças de homens monstruosos de que a história dos povos dá fé. Assegura-se, com efeito, que alguns têm um olho no meio da testa, que outros têm os pés virados para trás, que outros possuem ambos os sexos, a mamila direita de homem e a esquerda de mulher, e que, servindo-se carnalmente deles, alternativamente geram e dão à luz"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para Agostinho, os monstros tinham algo a 'mostrar'. 'Eles mostravam (&lt;i&gt;monstra = monstrare&lt;/i&gt;), manifestavam (&lt;i&gt;ostenta = ostentare&lt;/i&gt;), prediziam (&lt;i&gt;portenta = pra-ostendere&lt;/i&gt;) e anunciavam (&lt;i&gt;prodigia = pro-dicere&lt;/i&gt;) antecipadamente tudo o que Deus ameaçara realizar futuramente no tocante aos corpos humanos. Monstros mostravam, portanto, o que podeira acontecer aos homens e os instigavam a pensar como seriam se não fossem como eram', escreve a historiadora Mary Del Priore.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filósofo cristão conclui que os monstros descendem de Noé, já que a terra teria sido renovada com o dilúvio, e que, por conseguinte, a aparição de um homem monstruoso não deveria ser considerada um erro de Deus. 'Os monstros, homem ou raças, argumentava Santo Agostinho, faziam parte do mundo e concorriam para sua beleza. Mesmo que não pudermos explicar por que Deus os criou, devemos confessar nossa ignorância e recusar a idéia de considerá-los erros da natureza', acrescenta Priore.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SwayYrvv6HI/AAAAAAAAAIE/XC1dcnOxFRQ/s1600/Noahs-Ark.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SwayYrvv6HI/AAAAAAAAAIE/XC1dcnOxFRQ/s320/Noahs-Ark.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;i&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Os monstros, assim como os homens, descenderiam de Noé&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal resultado das reflexões agostinianas é que as raças monstruosas vão poder ser tratadas como &lt;i&gt;mirabilia&lt;/i&gt;, o que santo Agostinho não desejava exatamente. 'Largamente representados, os monstrengos medievais acabaram por tornar-se familiares a seus contemporâneos. Além de enfeitar capitéis, pórticos e iluminuras, os monstros passaram a encontrar seu lugar em bestiários - livros que somavam histórias e descrições de animais verdadeiros e imaginários -, fazendo com que a erudição enciclopédica e o pensamento religioso se reunissem', conclui a historiadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quem foi Santo Agostinho&lt;/b&gt; &lt;style&gt;-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}p {mso-margin-top-alt:auto; margin-right:0cm; mso-margin-bottom-alt:auto; margin-left:0cm; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; mso-header-margin:36.0pt; mso-footer-margin:36.0pt; mso-paper-source:0;}div.Section1 {page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Swa0DGqx6KI/AAAAAAAAAIM/W0RUD9dbo3g/s1600/NÂº+4+-+SaintAugustin.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Swa0DGqx6KI/AAAAAAAAAIM/W0RUD9dbo3g/s320/N%C2%BA+4+-+SaintAugustin.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Aurélio Agostinho (em latim: &lt;i&gt;Aurelius Augustinus&lt;/i&gt;), Agostinho de Hipona, ou Santo Agostinho (Tagaste, 13 de Novembro de 354 — Hipona, 28 de Agosto de 430), foi um bispo, escritor, teólogo, filósofo, padre e Doutor da Igreja Católica. Agostinho é uma das figuras mais importantes no desenvolvimento do cristianismo no Ocidente. Agostinho foi muito influenciado pelo neoplatonismo de Plotino. Ele aprofundou o conceito de pecado original dos padres anteriores e, quando o Império Romano do Ocidente começou a se desintegrar, desenvolveu o conceito de Igreja como a cidade espiritual de Deus (em um livro de mesmo nome), distinta da cidade material do homem. Seu pensamento influenciou profundamente a visão do homem medieval. A igreja se identificou com o conceito de Cidade de Deus de Agostinho, e também a comunidade que era devota de Deus.&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para saber mais...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SANTO AGOSTINHO. &lt;i&gt;A cidade de Deus (contra os pagãos)&lt;/i&gt;. Petrópolis: Vozes, 1990.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PRIORE, Mary Del. &lt;i&gt;Esquecidos por Deus&lt;/i&gt;: monstros no mundo europeu e ibero-americano (séculos XVI-XVIII). São Paulo: Companhia das Letras, 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: &lt;i&gt;Santo Agostinho: "Os monstros concorrem para a beleza da Criação" &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7413219242263282177-549977060485005279?l=conversasdemonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/feeds/549977060485005279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/11/os-monstros-sao-filhos-de-deus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/549977060485005279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/549977060485005279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/11/os-monstros-sao-filhos-de-deus.html' title='Os monstros são filhos de Deus?'/><author><name>Amael Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03459344757639029607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Ssn5qA_ZpUI/AAAAAAAAADo/x0sW9oeYotY/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Swav8nT7gxI/AAAAAAAAAH0/ud4PWPrtMrI/s72-c/Aldrovandi8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7413219242263282177.post-107744394402070644</id><published>2009-11-18T06:44:00.000-08:00</published><updated>2009-11-19T11:42:05.604-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Monstros e Monstruosidades na Literatura</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SwP2JfWlrfI/AAAAAAAAAHc/VMEP6TkdjUQ/s1600/bride_of_frankenstein.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SwP2JfWlrfI/AAAAAAAAAHc/VMEP6TkdjUQ/s400/bride_of_frankenstein.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Os monstros estão presentes nas diversas manifestações artísticas. E como uma das mais tradicionais, a Literatura não podia deixar de expressá-los também. Ao longo dos séculos, muitos monstros surgiram nas letras de diversos países. A coisa toda teria começado, até onde se sabe, com os gregos: harpias, ciclopes, minotauros, sereias e mais uma infinidade de seres mitológicos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui no Brasil, nossa literatura não tem uma tradição significativa nesse setor, país de tradição literária recente com forte tendência de valorização dos aspectos, por assim dizer, mais 'realistas'. Temos alguma coisa mais sombia com o &lt;i&gt;Macário&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Noite na Taverna&lt;/i&gt; de Álvares de Azevedo, mas entre nós, a tradição gótica não rendeu grandes produções como no mundo europeu. Na mesma época em que floreciam romances de atmosfera negra na Europa (1764 - &lt;i&gt;O Castelo de Otranto&lt;/i&gt; de Horace Walpole) , aqui a nossa preocupação estava voltada para o universo grego (Arcadismo ou Neoclassicismo) e, posteriormente,&amp;nbsp; para a nossa identidade nacional, posto que país de independência recente (1822).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, temos monstros, mas são de outro nível. Em &lt;i&gt;Os Sertões&lt;/i&gt; de Euclides da Cunha, por exemplo, o nordestino é um hércules-quasímodo, desengonçado e estranho. 'O sertanejo é, antes de tudo, um forte', escreve o ensaísta. Se nossa natureza era magestosa no Romantismo, no Realismo de 30, a seca do sertão nordestino transforma a&amp;nbsp; &lt;a href="http://www.mafua.ufsc.br/numero11/ensaios/andrade.htm"&gt;caatinga&lt;/a&gt;&amp;nbsp;em um monstro. Ao lado de Peri, o índio cristão de Alencar, há os &lt;a href="http://www.letras.ufscar.br/linguasagem/edicao09/artigos_oliveiraa.php"&gt;índios&lt;/a&gt; com contornos monstruosos dos cronistas do descobrimento (e também os que são opositores do heroi alencariano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Julio Jeha, 'os monstros corporificam tudo que é perigoso e horrível na experiência humana. Eles nos ajudam a entender e organizar o caos da natureza e o nosso próprio. Nas mais antigas e diversas mitologias, o monstro aparece como símbolo da relação de estranheza entre nós e o mundo que nos cerca'.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SwQJlW5CrXI/AAAAAAAAAHs/RlotoolEKlc/s1600/montrinho-thumb.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SwQJlW5CrXI/AAAAAAAAAHs/RlotoolEKlc/s320/montrinho-thumb.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em &lt;a href="http://www.ufmg.br/online/arquivos/006904.shtml"&gt;Monstros e Monstruosidade na literatura&lt;/a&gt;, Jeha ainda argumenta que 'os monstros dão um rosto (ou não) ao nosso medo do desconhecido, que tendemos a associar ao mal a ser praticado contra nós'. O argumento do autor volta-se para as representações monstruosas como representação metafórica do Mal, isto porque, o Mal faz parte da nossa natureza humana, enquanto sujeitos morais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pesquisador destaca a obra &lt;i&gt;Frankenstein&lt;/i&gt; de Mary Shelley (1831). Segundo Jeha, a criatura de Shelley inaugura 'uma linhagem de monstros que falam do nosso mal-estar perante o desenvolvimento da ciência e do progresso tecnológico, assim como diante de guerras e genocídios'. O monstro nos revela o medo que possuimos do nosso próprio progresso tecnológico. A Segunda Grande Guerra é um exemplo desse horror. A bomba atômica e o Holocausto nos revelam que podemos, apesar de toda a evolução científica, sermos ainda mais cruéis. A pergunta que a criatura de Shelley nos faz é: para onde estamos indo com o progresso científico?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Entrelinhas&lt;/i&gt;: E por falar em monstros e literatura, vale destacar o trabalho de um grupo de pesquisa que vem mobilizando os estudos nacionais na área: &lt;a href="http://dgp.cnpq.br/buscaoperacional/detalhegrupo.jsp?grupo=0333802CGKIGF4"&gt;Crimes, Pecados e Monstruosidades: O Mal na Literatura&lt;/a&gt;. A galera formanda por professores da UFMG e UFS, tem feitos importantes congressos nacionais para divulgação e estímulo à pesquisa na área. Eu mesmo já tive a oportunidade (e orgulho) de participar de um deles, realizado aqui na terrinha dos cajueiros e dos papagaios. Até o nosso próximo encontro. Abraços monstruosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para saber mais... &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANDRADE, Luiz Eduardo da Silva. &lt;i&gt;A natureza monstruosa em Vidas Secas de Graciliano Ramos&lt;/i&gt;. Diponível em: http://www.mafua.ufsc.br/numero11/ensaios/andrade.htm. Acesso em: 18 de nov. 2009.&lt;br /&gt;JEHA, Julio (org.). &lt;i&gt;Monstros e monstruosidades na literatura&lt;/i&gt;. Belo Horizonte: UFMG, 2007. &lt;br /&gt;OLIVEIRA, Amael. &lt;i&gt;O rosto de Jano: Imagens ambivalentes da natureza em O Guarani de José de Alencar.&lt;/i&gt; Disponível em: http://www.letras.ufscar.br/linguasagem/edicao09/artigos_oliveiraa.php. Acesso em: 18 de nov. 2009.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7413219242263282177-107744394402070644?l=conversasdemonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/feeds/107744394402070644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/11/monstros-e-monstruosidades-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/107744394402070644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/107744394402070644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/11/monstros-e-monstruosidades-na.html' title='Monstros e Monstruosidades na Literatura'/><author><name>Amael Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03459344757639029607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Ssn5qA_ZpUI/AAAAAAAAADo/x0sW9oeYotY/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SwP2JfWlrfI/AAAAAAAAAHc/VMEP6TkdjUQ/s72-c/bride_of_frankenstein.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7413219242263282177.post-4410920706652921241</id><published>2009-11-11T12:46:00.000-08:00</published><updated>2009-11-19T11:31:22.448-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Imagens de um pesadelo: representações da Peste Negra na Europa</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Svshf5AJdkI/AAAAAAAAAHU/2k_Hf4eNnt0/s1600-h/peste_negra.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Svshf5AJdkI/AAAAAAAAAHU/2k_Hf4eNnt0/s400/peste_negra.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diante do horror da morte inevitável, muitos artistas captaram em quadros a imagem do medo que assolava a Europa. Cadáveres amontoados na rua, deuses violentos, rostos desesperados: são imagens frequentes nas obras de arte do período. A esse arquivo, já bastante extenso, podem ser acrescentados outros trabalhos: livros, diários, conselhos eclesiásticos e até um santo protetor contra a peste, tudo podia ser utilizado para tranquilizar a população assombrada pela morte negra. Vejamos algumas dessas representações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Uma praga&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das representações mais comuns no período de pestilência é a sua transformação em uma praga divina. Elas, por suas consequencias sociais óbvias, via unida a outros males como a fome, o desemprego, guerra e miséria. Muitas das vezes chega a ser comparada com as que atingiram o Egito na época de Moisés. "É ao mesmo tempo identificada como uma nuvem devoradora [metáfora da praga dos gafanlhotos] que chega do estrangeiro e que se desloca de país em país, da costa para o interior e de uma extremidade á outra de uma cidade, semeando a morte à sua passagem", escreve Delumeau.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Um grande incêndio&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por se alastrar de pessoa a pessoa, a peste também foi representada com um grande incêndio. Boccaccio em &lt;i&gt;O Decamerão&lt;/i&gt; observa que "a intensidade da epidemia aumentou pelo fato de os doentes, por suas relações cotidianas, contaminarem os indivíduos ainda sãos. Assim é com o fogo, alimentado pelas matérias secas ou gordurosas que lhe são contíguas". D. Defoe também usa a mesma metáfora: "A peste é como um grande incêndio que [...], se irrompe numa cidade muito densa, aumenta sua fúria e a devasta em toda a sua extensão".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Chuva de flexas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para os homens de Igreja e para os artistas que trabalhavam graças às suas encomendas, a peste era também e sobretudo uma chuva de flexas abatendo-se de súbito sobre os homens pela vontade de um Deus encolerizado. "O que os artista queriam também acentuar, além do aspecto da punição divina, era a instataniedade do ataque do mal e o fato de que, rico ou pobre, jovem ou velho, ninguém podia vangloriar-se de a ele escapar - dois aspectos das epidemias que impressioram vivamente todos aqueles que viveram em período de peste. A insistência na rapidez registra-se em todos os relatos de 'pestilência', escreve Delumeau. Um médico espanhol, aponta o historiador, descrevendo a peste de Málafa em 1650, fazia a mesma observação: "Muitos morriam repentinamente, outros em algumas horas, e aqueles que se acreditavam salvos caíam mortos quando menos se pensava".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;São Sebastião&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SvsaJcVr3OI/AAAAAAAAAHE/FvQwHRnh12M/s1600-h/S%C3%A3o+Sebasti%C3%A3o+-+pintura+de+Guido+Reni+%28S%C3%A9c.+XVII%29.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SvsaJcVr3OI/AAAAAAAAAHE/FvQwHRnh12M/s320/S%C3%A3o+Sebasti%C3%A3o+-+pintura+de+Guido+Reni+%28S%C3%A9c.+XVII%29.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A comparação entre o ataque da peste e o das flechas que se abatem de improviso sobre as vítimas teve por resultado a promoção de São Sebastião na piedade popular. Delumeau explica que o motivo da popularidade do santo se deve a um princípio do magismo clássico."Atuou aqui uma das leis que domina o universo do magismo, a lei de contraste que muitas vezes não é senão um caso particular da lei de similaridade: o semelhante afasta o semelhante para suscitar o contrário. Porque São Sebastião morrera crivado de flechas, as pessoas convenceram-se de que ele afastava de seus protegidos as da peste", argumenta o historiador. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Corpos monstruosos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SvseLFBr70I/AAAAAAAAAHM/M-BwHabqBg8/s1600-h/peste_grecia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SvseLFBr70I/AAAAAAAAAHM/M-BwHabqBg8/s200/peste_grecia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra representação recorrente é a imagem de corpos amontoados com tons azulados em estado de putrefação. "As sepulturas repletas de cadáveres mostram 'corpos monstruosos, uns inchados e negros como carvão, outros igualmente inchados, azuis, violetas e amarelados, todos fedorentos e estourados, deixando rastro do sangue podre", descreve Delumeau. Vejamos também o depoimento do Frei Benedetto Cinquanta que enumera o quadro pavoroso da peste de 1630 em Milão: "[...] a confusão dos mortos, dos moribundos, do mal e dos gritos, os uivos, o pavor, a dor, as angústias, os medos, a crueldade, os roubos, os gestos de desespero, as lágrimas, os apelos, a pobreza, a miséria, a fome, a sede, a solidão, as prisões, as ameaças, os castigos, os lazaretos, os unguentos, as operações, os bubões, os carbúculos, as suspeitas, os desfalecimentos".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Entrelinhas&lt;/i&gt;: No próximo post [desta vez eu o farei], falarei sobre literatura e monstruosidade. Um abraço monstruoso para todos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Para saber mais...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;DELUMEAU, Jean. &lt;i&gt;História do medo no ocidente&lt;/i&gt;. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.miniweb.com.br/Historia/Artigos/i_media/peste_negra.html"&gt;A peste negra século XIV &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagem 01: &lt;a href="http://jggr.blogspot.com/2007/08/la-peste-negra-disminuyo-variedad.html"&gt;Peste Negra&lt;/a&gt; (retrata uma das imagens mais importantes da epidemia: a doença como uma flecha)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagem 02: São Sebastião - pintura de Guido Reni (Séc. XVII).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagem 03: A praga de Atenas no ano de 430 a.C&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;(a imagem representa o corpo azulado do doente e horror de um cidadão diante do odor do enfermo).&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7413219242263282177-4410920706652921241?l=conversasdemonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/feeds/4410920706652921241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/11/imagens-de-um-pesadelo-representacoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/4410920706652921241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/4410920706652921241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/11/imagens-de-um-pesadelo-representacoes.html' title='Imagens de um pesadelo: representações da Peste Negra na Europa'/><author><name>Amael Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03459344757639029607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Ssn5qA_ZpUI/AAAAAAAAADo/x0sW9oeYotY/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Svshf5AJdkI/AAAAAAAAAHU/2k_Hf4eNnt0/s72-c/peste_negra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7413219242263282177.post-944034283571398819</id><published>2009-11-06T08:09:00.000-08:00</published><updated>2009-11-06T08:30:15.232-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>O Triunfo da Morte: imagens da peste negra na Europa</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SvQ2OoIEHkI/AAAAAAAAAG0/pLKs2Fi_CYs/s1600-h/The+Triumph+of+Death+%281562%29+by+Pieter+Brueghel+The+Old+pequena.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SvQ2OoIEHkI/AAAAAAAAAG0/pLKs2Fi_CYs/s320/The+Triumph+of+Death+%281562%29+by+Pieter+Brueghel+The+Old+pequena.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como já falei em um post anterior, as grandes doenças que dizimam milhares de pessoas podem ser consideradas monstruosas (clique &lt;a href="http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/10/classificacao-dos-monstros-iii.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; e leia o post sobre a classificação nazariana dos monstros). Dentre as grandes pandemias da história, a peste negra foi, sem dúvida, a que mais marcas deixou nas sociedades medievais, renascentistas e modernas. As devastações da 'morte negra' estenderam-se pelos anos 1348-51, eliminando, assegura Froissart, a 'terça parte do mundo', com recordes sombrios de Mântua (Itália) onde as mortes atigiram 77% da população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O historiador Jean Delumeau (2009) atesta o horror provocado pela doença na mentalidade do povo europeu: "a pesque fora virulenta na Europa e em torno da bacia mediterrânea entre os séculos VI e VIII, com uma espécie de periodicidade dos surtos epidêmicos cujos picos se davam a cada nove a doze anos. [...] Mal enraizado, implacavelmente recorrente, a peste, em razão de seus reaparecimentos repetidos, não podia deixar de criar nas populações 'um estado de nervosismo e de medo'" (DELUMEAU, 2009, p. 155).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mesmo horror ecoa nas palavras de Boccaccio na introdução de&lt;i&gt; O decamerão&lt;/i&gt; a respeito de Florença: "Quantos grandes palácios, quantos belas casas, quantas moradas, outrora repletos de criados, de senhores e de damas, viram afinal desaparecer até seu mais humilde servidor".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Causas da peste&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SvQ-tX7ludI/AAAAAAAAAG8/oCMc2fwwoGE/s1600-h/peste_negra_01.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SvQ-tX7ludI/AAAAAAAAAG8/oCMc2fwwoGE/s320/peste_negra_01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até o final do século XIX, ignoraram-se as causas da peste que a ciência de outrora atribuía à poluição do ar, ela própria ocasionada seja por funestas conjunções astrais, seja emanações pútridas vindas do solo ou do subsolo. Daí as precauções, aos nossos olhos inúteis, quando se aspergia com vinagre cartas e moedas, quando se acendiam fogueiras purificadoras nas encruzilhadas de uma cidade contaminada, quando se desinfetavam indivíduos, roupas velhas e casas por meio de perfumes violentos e de enxofre, quando se saía para a rua em período de contágio com uma máscara em forma de cabeça de pássaro cujo bico era preenchido com substância odoríferas, informa o historiador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje sabe-se que a doença era transmitida não pelos ratos (o primeiro sinal da peste era a mortalidade das murídeos), mas a pulga dos ratos pretos (Rattus rattus), infectada com a bactéria &lt;i&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Yersinia_pestis"&gt;Yersinia pestis&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;. E a transmissão se dava de um hospedeiro agonizante para um hospedeiro são. Das medidas tomadas pelo povo de outrora, era pertinente  apenas queimar os tecidos, especialmente os de lã, nas casas contaminadas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;Sintomas da doença&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dente os sintomas da doença, notadamente em sua forma bubônica, a descrição de 'carbúnculos' se destacava. No quando clínico, falava-se ainda da língua intumescida, à sede ardente, à febre intensa, aos calafrios, à irregularidade do pulso, ao delírio muitas vezes violento, às perturbações do sistema nervoso, às cefaleias (dores de cabeça), ao olhar fixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos o depoimento do religioso português F. de Santa-Maria sobre os horrores da 'morte negra': "É com grande razão que é chamada por antonomásia de o Mal. Pois não há sobre a terra nenhum mal que seja comparável e semelhante à peste. [...] A justiça não é mais obedecida; os ofícios param; as famílias perdem sua coerência e as ruas, sua animação. Tudo fica reduzido a uma extrema confusão. Tudo é ruína. Pois tudo é atingido e revirado pelo peso e pela grandeza de uma calamidade tão horrível. As pessoas, sem distinção de estado ou de fortuna, afogam-se numa tristeza mortal. [...] As crianças vertem lágrimas inocentes, pois sentem a desgraça sem compreendê-la" (In: DELUMEAU, 2009,177).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Entrelinhas&lt;/i&gt;: Na próxima semana continuamos o nosso papo sobre a Peste Negra. Falaremos sobre as representações da doença. Até lá. Abraços monstruosos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Para saber mais...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;DELUMEAU, Jean. &lt;i&gt;História do medo no ocidente&lt;/i&gt;. São Paulo: Companhia das Letras, 2009. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagem 01: The Triumph of Death (1562) de Pieter Brueghel The Old.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imagem 02: Médico da Idade Média com máscara 'protetora' anti-peste.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7413219242263282177-944034283571398819?l=conversasdemonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/feeds/944034283571398819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/11/o-triunfo-da-morte-imagens-da-peste.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/944034283571398819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/944034283571398819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/11/o-triunfo-da-morte-imagens-da-peste.html' title='O Triunfo da Morte: imagens da peste negra na Europa'/><author><name>Amael Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03459344757639029607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Ssn5qA_ZpUI/AAAAAAAAADo/x0sW9oeYotY/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SvQ2OoIEHkI/AAAAAAAAAG0/pLKs2Fi_CYs/s72-c/The+Triumph+of+Death+%281562%29+by+Pieter+Brueghel+The+Old+pequena.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7413219242263282177.post-1166372429506552095</id><published>2009-11-04T07:03:00.000-08:00</published><updated>2009-11-04T07:06:55.698-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Uma história dos fantasmas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SvGXU9tmzII/AAAAAAAAAGk/Ppv_ehNZ0PQ/s1600-h/ca%C3%A7a+fantasma.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SvGXU9tmzII/AAAAAAAAAGk/Ppv_ehNZ0PQ/s320/ca%C3%A7a+fantasma.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Para os nossos antepassados a linha divisória entre a vida e a morte era bastante esfumaçada. Um morto continuava a viver entre os vivos, visitando os locais em que viveu refazendo o percurso que traçou ao longo da vida. Essa é a tese do historiador Jean Delumeau em &lt;i&gt;História do Medo no Ocidente&lt;/i&gt; (2009). Ele explica que os mortos exerciam poder sobre os vivos ('o morto agarra o vivo'), decidiam o seu futuro quando da administração da herança no direito germânico antigo, por exemplo, mas não só isso. Para se ter uma idéia dessa influência, o historiador cita o &lt;i&gt;Traicté de l'apparition des esprits&lt;/i&gt; de Nöel Taillepied que ensina categoricamente: "Se um bandido se aproxima do corpo que ele tiver matado, o morto começará a espumar, suar e dar algum outro sinal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delumeau explica ainda que existia outrora duas maneiras de acreditar nas aparições dos mortos. Uma &lt;b&gt;concepção horizontal&lt;/b&gt;, naturalista, antiga e popular, defendia implicitamente 'a sobrevivência do duplo' (a expressão é de E. Morin): o defunto - corpo e alma - continuava a viver certo tempo e a voltar aos lugares de sua existência terrestre. A outra &lt;b&gt;concepção, vertical&lt;/b&gt; e transcendental, foi a dos teólogos, oficiais e oficiosos, que tentaram explicar os fantasmas (expressão que não é de época) pelo jogo de forças espirituais. Os teólogos por sua vez se dividiam em protestantes e católicos.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Os fantasmas e o Protestantismo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Protestantismo desde o início negou qualquer existência de fantasmas. No raciocínio dos reformistas só há dois lugares para onde as almas se retiram após a morte dos corpos - o paraíso e o inferno. "As que estão no paraíso não têm necessidade de ser ajudadas pelos vivos, e as que estão no inferno jamais sairão de lá e não podem receber nenhum socorro. Assim, por que as almas sairiam de seu repouso, otras de suas penas?" (DELUMEAU, 2000, p. 125)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Os fantasmas e o Catolicismo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lado católico nega a afirmativa protestante e argumenta, com base em exemplos tirados das Escrituras,&amp;nbsp; que "Deus pode permitir que as almas dos mortos se mostrem aos vivos sob a aparência de seu corpo de outrora. Pode também autorizar os anjos, 'que vão e vem do céu à terra', a revestir uma forma humana. Quanto aos demônios, podem por sua vez aparecer aos homens seja adensando o ar como os anjos, seja emprestando 'os cadáveres e carniças dos mortos'. (DELUMEAU, 2000, p.125).&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como matar um fantasma?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SvGXfQOnY1I/AAAAAAAAAGs/9GCp9nelC8A/s1600-h/fantasma.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SvGXfQOnY1I/AAAAAAAAAGs/9GCp9nelC8A/s320/fantasma.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Os fantasmas que vagavam pelas noites sombrias na Idade Média podiam ser vencidos? Qual o ponto fraco de uma criatura em forma gasosa? Os teólogos, demonólogos e alquimistas de outrora teorizam que o fantasma estava preso, de alguma forma, ao seu corpo. Por isso, dentre os metódos utilizados para acabar com as aparições no século XVII, quatro se destacam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Na Morávia, livram-se dos espectros desenterrando-os e queimando-os;&lt;br /&gt;2 - Na Boêmia, por volta da mesma época, livram-se dos fantasmas exumando ps defuntos suspeitos e passando-lhes através do corpo uma estaca que os prega ao solo;&lt;br /&gt;3 - Na Silésia, o único remédio contra essas aparições é cortar a cabeça e queimar o corpo daqueles que voltam.&lt;br /&gt;4 - Na Sérvia, os fantasmas são vampiros que sugam no pescoço o sangue de suas vítimas, que morrem de langor. Quando se desenterram os mortos suspeitos de ser esses espectros maléficos, eles são encontrados como vivos, com sangue 'vermelho'. Então, sua cabeça é cortada e recolocam-se no fosso as duas partes do corpo, cobrindo-as de cal viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Canditados a fantasma&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delemeau ainda explica que os possíveis fantasmas seriam todos aqueles que não se haviam beneficiados de um falecimento natural e, portanto,&amp;nbsp; tinham efetuado em condições anormais a passagem da vida à morte - logo, defuntos mal integrados a seu novo universo e, por assim dizer, 'mal em sua pela'. A esse grupo acrescentava-se uma outra categoria de candidatos-fantasmas: aqueles que haviam morrido no momento ou na proximidade de um rito de passagem que, por essa razão, não se realizara (fetos mortos, casados falecidos no dia das bodas, etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Entrelinhas:&lt;/i&gt; Por muitos anos posteriores o cristianismo tratou de cristianizar a noção de fantasma que permeia até os nossos dias e que teve importância capital para a formulação da teoria espírita, muitos dos seus pressupostos ligados à essa tradição de pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para saber mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DELUMEAU, Jean. &lt;i&gt;História do medo no ocidente&lt;/i&gt;. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7413219242263282177-1166372429506552095?l=conversasdemonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/feeds/1166372429506552095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/11/uma-historia-dos-fantasmas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/1166372429506552095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/1166372429506552095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/11/uma-historia-dos-fantasmas.html' title='Uma história dos fantasmas'/><author><name>Amael Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03459344757639029607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Ssn5qA_ZpUI/AAAAAAAAADo/x0sW9oeYotY/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SvGXU9tmzII/AAAAAAAAAGk/Ppv_ehNZ0PQ/s72-c/ca%C3%A7a+fantasma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7413219242263282177.post-3534758308872192475</id><published>2009-10-30T07:36:00.000-07:00</published><updated>2009-10-30T08:14:31.703-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Monstros no mundo europeu e ibero-americano no século XVI</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Surv_OZU2MI/AAAAAAAAAGU/GAcd2LHOd7Y/s1600-h/ManticoraTHoFFB1607.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Surv_OZU2MI/AAAAAAAAAGU/GAcd2LHOd7Y/s320/ManticoraTHoFFB1607.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os monstros revelam uma crise de categorias. No mundo contemporâneo, eles demonstram como "a nossa crença no racionalismo e no mecanicismo, bem como na visão de progresso inevitável, está fragmentada." (PRIORE, 2000, p. 12). Como a personagem G.H de Clarice Lispector, o monstro é o homem que abandonou a humanidade para encontrar-se com a fera. Se hoje, é esse o contexto, o que pensavam os nossos antepassados sobre os monstros?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em resposta a esse questionamento a historiadora Mary Del Priore pesquisa os monstros do final da Idade Média e início do Renascimento. Em seu interessante &lt;i&gt;Esquecidos por Deus&lt;/i&gt; (2000), a autora argumenta que os monstros, diferentemente do que ocorre no mundo contemporâneo, eram temidos como um perigo real. "os monstros não eram uma representação, e sim um fato", escreve. Esse quadro só começa a se alterar com o 'descobrimento' do desconhecido alé-mar e o desenvolvimento da fisiologia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentre os documentos pesquisados, Priore destaca o trabalho de Ctésias de Cnido (398 a.C.), médico grego e prisioneiro na corte de Ataxerxes II. Ele escreveu um manuscrito graças ao qual a Índia, território de prodígios, é empurrada para os confins da Terra. Ele aí consigna todas as histórias fabulosas que existiam desde Homero, povoando o país de raças fantásticas: os &lt;b&gt;pigmeus&lt;/b&gt;, combatentes de gruas, aves com pescoço longo como o da girafa; os &lt;b&gt;ciápodes&lt;/b&gt;, donos de um único e veloz pé que lhes servia de guarda-sol com o qual se protegiam das intempéries; os &lt;b&gt;cinocéfalos&lt;/b&gt;, homens com cabeça de cachorro, comunicando-se por latidos por serem incapazes de usar linguagem articulada; homens peludos e sem cabeça, com olhos nos ombros, conhecidos como &lt;b&gt;blêmias&lt;/b&gt;; homens com oito dedos e oito artelhos, cujos cabelos, brancos até os trinta anos, paradoxalmente energreciam com o passar do tempo; homens com orelhas tão grandes que lhes caíam sobre as costas, como &lt;b&gt;melena&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SusA45rCX_I/AAAAAAAAAGc/Mey1RhN2ysY/s1600-h/300px-Umbrella_Foot.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SusA45rCX_I/AAAAAAAAAGc/Mey1RhN2ysY/s320/300px-Umbrella_Foot.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Ciápodes: o desconhecido povo da exótica Índia &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quantos aos animais fabulosos, Ctésias descreve a antropófaga &lt;b&gt;mantícora&lt;/b&gt;, com cabeça de homem, corpo de leão, cauda de escorpião e três fileiras de dentes; os &lt;b&gt;grifos&lt;/b&gt; e os &lt;b&gt;unicórnios&lt;/b&gt;, guardiães de montanhas de ouro; as &lt;b&gt;gigantescas formigas&lt;/b&gt;, dotadas de pinças e capazes de voar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fragmentos de sua obra &lt;i&gt;Histórias do Oriente &lt;/i&gt;sobreviveram graças a &lt;b&gt;Plínio, o velho&lt;/b&gt;, que serviu de referência a todos os teratólogos latinos que escreveram entre os séculos III&amp;nbsp; e XIII: Solinos, Macróbio, Marciano Capela, Santo Agostinho, Isidoro de Servilha, Tomás de Cantimpré e Vicente de Beauvais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentre esses monstros, a mantícora é sem dúvida o mais conhecido e temido pelos viajantes que conheciam a exótica Índia. Semelhante a Quimera dos gregos, a mantícora, devido ao fato de ser antropófaga, era a responsável pelo desaparecimento de&amp;nbsp; milhares de pessoas no mundo antigo (hoje acredita-se que os desaparecimentos, na verdade, tenham sido causados por Tigres). Veja a descrição que Brunneto Lattini em &lt;i&gt;Livro do Tesouro&lt;/i&gt; (1263) faz da criatura (apud Priore):&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A mantícora: a mantícora é um animal que vive na Índia, possui fisionomia humana, cor de sangue, olhos amarelhos, corpo de leão, cauda de escorpião e corre tão rápido que nenhum outro animal pode lhe escapar. As mantícoras se acasalam de tal maneira que ora uma fica embaixo, ora outra&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Entrelinhas:&lt;/i&gt;&amp;nbsp; Tentarei fazer um post só com referências bibliográficas para que toda vez que atualizar algum dado aqui, seja também atualizado na bibliografia. Assim sempre teremos os dados atualizados de nossas pesquisas. Amanhã, não se esqueçam, é a véspera de Todos dos Santos, ou Dia das Bruxas. O deus que morreu atravessou os portais e os espíritos poderam agora trafegar com facilidade entre os dois mundos (assunto para um futuro post). Abraços monstruosos e até a próxima semana. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Para saber mais&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;PRIORE, Mary Del. &lt;i&gt;Esquecidos por Deus&lt;/i&gt;: monstros no mundo europeu e ibero-americano (séculos XVI-XVIII). São Paulo: Companhia das Letras, 2000.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Imagem&lt;/i&gt;: Mantícora do livro &lt;i&gt;The History of Four-footed Beasts&lt;/i&gt; (1607).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7413219242263282177-3534758308872192475?l=conversasdemonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/feeds/3534758308872192475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/10/monstros-no-mundo-europeu-e-ibero.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/3534758308872192475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/3534758308872192475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/10/monstros-no-mundo-europeu-e-ibero.html' title='Monstros no mundo europeu e ibero-americano no século XVI'/><author><name>Amael Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03459344757639029607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Ssn5qA_ZpUI/AAAAAAAAADo/x0sW9oeYotY/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Surv_OZU2MI/AAAAAAAAAGU/GAcd2LHOd7Y/s72-c/ManticoraTHoFFB1607.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7413219242263282177.post-9121928786338740387</id><published>2009-10-23T07:55:00.000-07:00</published><updated>2009-11-03T06:56:05.056-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estudos Culturais'/><title type='text'>Os gays como monstros</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SuG7ETTFxOI/AAAAAAAAAGE/Z_fwaaWBJyw/s1600-h/2634615299.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SuG7ETTFxOI/AAAAAAAAAGE/Z_fwaaWBJyw/s320/2634615299.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CAMAEL%7E1.010%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}p	{mso-margin-top-alt:auto;	margin-right:0cm;	mso-margin-bottom-alt:auto;	margin-left:0cm;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Continuando a nossa discussão sobre as sete teses de Cohen, tentarei relacionar aspectos de sua teoria com os movimentos marginais, fronteiriços entre os gêneros (gays, lésbicas, transgêneros, transsexuais, travesti, bissexuais, pansexuais, pangêneros), mesmo porque, se está lembrado da nossa conversa anterior, o&lt;b&gt; monstro é o arauto da crise de categorias&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora hoje muito teóricos das chamadas teorias 'pós', pós-colonialista, pós-modernista, pós-estruturalistas, definam a identidade de gênero como&lt;i&gt; perfomance, &lt;/i&gt;a identidade sexual não foi tão facilmente defendida ao longo da história. Lembra-se do que já falamos sobre os hermafroditas? Pois, então, de acordo com Cohen, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o monstro mora nos portões da diferença&lt;/span&gt;, isto é, ele é fronteiriço: entre o masculino e o feminino, no caso em questão. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De fato, o movimento LGBT e a própria tradição do grupo tem lidado com o preconceito de maneira lúdica: ao invés de se mostrarem iguais no diferentes, preferem se apresentarem diferentes nos diferentes. Dizendo de outro modo, os gays não desejam ser semelhantes aos 'héteros'. Na verdade, a arena da luta pela liberdade de manifestação sexual (já que se trata de uma &lt;i&gt;perfomance&lt;/i&gt;) está a luta pela aceitação de que são diferentes e, em sentido mais geral, de que todos nós somos diferentes. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SuHBAr-Jv4I/AAAAAAAAAGM/mNAVm7W0MXs/s1600-h/O+drag+queen+L%C3%A9o,+34+anos,+de+Goi%C3%A2nia,+se+destacou+entre+as+mais+variadas+fantasias+na+Parada.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SuHBAr-Jv4I/AAAAAAAAAGM/mNAVm7W0MXs/s320/O+drag+queen+L%C3%A9o,+34+anos,+de+Goi%C3%A2nia,+se+destacou+entre+as+mais+variadas+fantasias+na+Parada.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O drag queen Léo, 34 anos, de Goiânia: a monstrificação como uma forma de resistência.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O escritor&lt;i&gt; &lt;a href="http://www.joaogilbertonoll.com.br/"&gt;João Gilberto Noll&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; em seu recente&lt;i&gt; &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u417578.shtml"&gt;Acenos e Afagos&lt;/a&gt;&amp;nbsp; &lt;/i&gt;parece tocar no assunto de maneira complexa ao ficcionalizar, de uma forma muito peculiar, a mutação ou estágio de &lt;i&gt;entrelugar&lt;/i&gt; entre o masculino e o femino. Na obra, o narrador-personagem se coloca na angustiante condição de não-homem, não-mulher, um processo permanente de mutação entre o isso e/ou o aquilo, tudo ao mesmo tempo. O próprio título do romance remete a essa condição de fronteira: Acenos (o distante) e afagos (o próximo), o precurso do narrador é sempre impresso pelo trânsito entre essas duas formas de expressão de afetividade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Sou o homem usual, aquele que não atira à queima-roupa nem é capaz de aliviar a carga de ninguém. Um homem que não deixa marcas. Sou o anônimo, alguém que pode desaparecer de pronto sem deixar lembranças." (Acenos e Afagos) &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nas manifestações culturais, que aqui incluo as passeatas LGBT, os drag queens são um exemplo desse processo de monstrificação. Pelo o excesso de cores (símbolo do movimento), pelas performances extravagantes, os drag queens se monstrificam e questionam a 'heteronormatividade' sobre o que é a verdade, a moralidade e a justiça. Eles se impõem para serem aceitos pelo que são, sem se exporem ao modelo, notadamente difundido pelo cristianismo, da heterossexualidade. Eles são um dos monstros modernos que lutam pelos seus espaços em uma sociedade que, a cada dia mais, quer o igual, o semelhante. Como monstros, eles &lt;i&gt;revelam&lt;/i&gt; para todos nós que pode haver a coexistência entre os diferentes.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Entrelinhas: &lt;/i&gt;Na próxima&lt;i&gt; &lt;/i&gt;semana irei falar sobre os monstros e a literatura e apresentar para todos os aficcionados nessas criaturas o principal centro de estudos no país: o grupo de pesquisa mineira: &lt;b&gt;Crimes, Pecados e Monstruosidades: O Mal na Literatura&lt;/b&gt;. Abraços monstruosos para todos.&lt;span style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Para saber mais&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;NOLL, João Gilberto.&lt;i&gt; Acenos e afagos&lt;/i&gt;. Rio de Janeiro: Record, 2008&lt;i&gt;.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;COHEN, Jeffrey Jerome. A cultura dos monstros: sete teses. In: SILVA, Tomaz Tadeu da. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pedagogia dos monstros&lt;/span&gt;: os prazeres e os perigos da confusão de fronteiras. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7413219242263282177-9121928786338740387?l=conversasdemonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/feeds/9121928786338740387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/10/os-gays-como-monstros.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/9121928786338740387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/9121928786338740387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/10/os-gays-como-monstros.html' title='Os gays como monstros'/><author><name>Amael Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03459344757639029607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Ssn5qA_ZpUI/AAAAAAAAADo/x0sW9oeYotY/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SuG7ETTFxOI/AAAAAAAAAGE/Z_fwaaWBJyw/s72-c/2634615299.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7413219242263282177.post-4445477332554695524</id><published>2009-10-20T07:24:00.000-07:00</published><updated>2009-11-03T06:55:15.621-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estudos Culturais'/><title type='text'>As Sete Teses</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/St3WoMVoMxI/AAAAAAAAAF8/twrngElpChs/s1600-h/godzilla78.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 234px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/St3WoMVoMxI/AAAAAAAAAF8/twrngElpChs/s320/godzilla78.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394703914654774034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje vou tentar comentar as tese teses de Cohen. Esse texto é importante, porque foi um dos fundadores da pesquisa em monstros no mundo. Depois dele, a visão que rotineiramente se tinha dessas criaturas como artifícios de terror passou a mudar. Os monstros mostram, como  revela a origem etimológica da palavra:  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;monstrum &lt;/span&gt;(aquele que adverte, revela, mostra).  As teses do pesquisador nos aponta direções para a análise e interpretação dos monstros.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ao afirmar que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o corpo do monstro é um corpo cultura&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;l&lt;/span&gt;, Cohen argumenta que, ao mesmo tempo, que não podemos compreendê-los dentro das categorias do masculino e feminino, mesmos nos antropormórficos, e que o corpo é a representação de uma outra condição: reflete a cultura de quem o engendrou. Nos monstros medievais, os ancéfalos (seres que possuiam a cabeça no ventre) representam o medo, até em então, pelo desconhecido das terras além-mar. O Godzilla, monstro que criado pelo cinema japonês, pode ser lido como a objetivação do medo de contaminação radiotiva, proveniente de marcas traumáticas pós-segunda guerra mundial, quando Hiroshima e Nagasaki foram destruídas pela bomba atômica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não pode ser categorizado dentro dos limites estéticos e biológicos da humanidade, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o monstro sempre escapa&lt;/span&gt;. Ele é imortal, sobrevive as mais terríveis batalhas. O Drácula é um exemplo disso. Tanto no plano ficcional, como no plano cultural, ele sempre retorna. Uma pesquisa rápida na locadora próxima de sua casa vai demonstrar a quantidade de filmes sobre o assunto. Isso aponta para uma consideração importante: necessitamos dos monstros (em todas as culturas eles sempre existiram para impor limites e para serem amados).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cohen ainda destaca na terceira tese de que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o monstro é o arauto da crise de categoria. &lt;/span&gt;Ele surge em momentos de crise, quando os nossos ideais estão se desfazendo diante das mudanças de pensamento. E, por ser o revelador, ele torna claro a crise de categorias, entre o eu e o outro, o masculino e o feminino (lembre-se do que já falamos sobre o(a)s hermafroditas), raças, nacionalidades e culturas.Ele é híbrido (supera a lógica do &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;ou um ou outro&lt;/span&gt; para se situar na froteira entre &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;o um e o outro&lt;/span&gt;), ambíguo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em resumo&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;1 - Os corpos dos monstros revelam alguma informação sobre a cultura do povo que o criou.&lt;br /&gt;2 - Necessitamos de monstros, por isso eles sempre estão presentes. Nunca morrem.&lt;br /&gt;3 - Os monstros são híbridos, um e outro ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entrelinhas&lt;/span&gt;: Por hoje é só, amanhã a gente continua falando mais um pouco sobre as sete teses. Estou tentando ser o mais didático possível. Até mais. Abraços monstruosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para saber mais&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COHEN, Jeffrey Jerome. A cultura dos monstros: sete teses. In: SILVA, Tomaz Tadeu da. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pedagogia dos monstros&lt;/span&gt;: os prazeres e os perigos da confusão de fronteiras. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Imagem&lt;/span&gt;: &lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.youtube.com/watch?v=4bhoWfC1L9k&amp;amp;feature=fvst"&gt;Godzilla&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;: a objetivação do medo atômico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7413219242263282177-4445477332554695524?l=conversasdemonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/feeds/4445477332554695524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/10/as-sete-teses.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/4445477332554695524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/4445477332554695524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/10/as-sete-teses.html' title='As Sete Teses'/><author><name>Amael Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03459344757639029607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Ssn5qA_ZpUI/AAAAAAAAADo/x0sW9oeYotY/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/St3WoMVoMxI/AAAAAAAAAF8/twrngElpChs/s72-c/godzilla78.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7413219242263282177.post-5204609643058381016</id><published>2009-10-19T05:53:00.000-07:00</published><updated>2009-11-03T06:54:46.811-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estudos Culturais'/><title type='text'>Conceito III: Sete Teses</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/StxstWvFy0I/AAAAAAAAAF0/_aIaZlcRQ4w/s1600-h/panotea.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 225px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/StxstWvFy0I/AAAAAAAAAF0/_aIaZlcRQ4w/s320/panotea.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394305980136016706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje vamos conhecer um texto clássico sobre os monstros. As famosas sete teses do professor de língua inglesa da George Washington University, Jeffrey Jerome Cohen. Para esse pesquisador, os monstros podem ser definidos, em termos de uma teoria cultural, sobre sete aspectos. Vejamos que aspectos são esses: &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1 - O corpo do monstro é um corpo cultural&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O monstro nasce nessas encruzilhadas metafóricas [momentos de incertezas, de crise], como a corporificação de um certo momento cultural - de uma época , de um sentimento, de um lugar (...) o corpo monstruoso é pura  cultura. p. 26-27. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2 - O monstro sempre escapa&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O monstro em si torna-se imaterial e desaparece, para reaparecer em algum lugar. (...) Uma 'teoria dos monstros' deve, portanto, preocupar-se com séries de momentos culturais, ligadas por uma lógica que ameaça, sempre, mudar. p. 27-29. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3 - O monstro é o arauto da crise de categorias&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O monstro sempre escapa, porque ele não se presta à categorização fácil. Eles são híbridos que perturbam, híbridos cujos corpos externamente incoerentes resistem a tentativas para incluí-los em qualquer estruturação sistemática. p. 30. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4 - O monstro mora nos portões da diferença&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O monstro é a incorporação do Fora, do Além - de todos aqueles loci que são teoricamente colocados como distantes e distintos, mas que se originam no Dentro. A exageração da diferença cultural se transforma em aberração monstruosa. O diferença monstruosa tende a ser: cultural, sexual, racial, nacional, político-cultural. p. 32-33.  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - O monstro policia as fronteiras do possível&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O monstro impede a mobilidade (intelectual, geográfica ou sexual), delimitando os espaços sociais através dos quais os corpos privados podem se movimentar. O monstro da proibição policia as fronteiras do possível, interditando, por meio do seu grotesco corpo, alguns comportamentos e ações e valorizando outros. p. 41-42. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6 - O medo do monstro é realmente uma espécie de desejo&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que possa normalizar e impor o monstro está continuamente ligado a práticas proibidas. O monstro também atrai. Nós suspeitamos do monstro, nós o odiamos ao mesmo tempo que invejamos sua liberdade e, talvez, seu sublime desespero. p. 48. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CAMAEL%7E1.010%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7 - O monstro está situado no limiar... do tornar-se&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses monstros nos perguntam como percebemos o mundo e nos interpelam sobre como temos representado mal aquilo que tentamos situar. Eles nos pedem para reavaliarmos nossos pressupostos culturais sobre raça, gênero, sexualidade e nossa percepção da diferença, nossa tolerância relativamente à sua expressão. Eles nos perguntam por que o criamos. p. 55. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entrelinhas&lt;/span&gt;: Amanhã eu falo ainda sobre essas sete teses, tentando aplicá-las a casos complexos. Vamos perceber que a partir dessas teses a nossa visão sobre os monstros pode mudar. Eles não estão por aí&lt;span style="font-style: italic;"&gt; somente&lt;/span&gt; para causar medo, eles vem significar mais coisas: medos secretos, desejos reprimidos. Até lá, então. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt; &lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;/div&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;    &lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para saber mais&lt;/span&gt;: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COHEN, Jeffrey Jerome. A cultura dos monstros: sete teses. In: SILVA, Tomaz Tadeu da. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pedagogia dos monstros&lt;/span&gt;: os prazeres e os perigos da confusão de fronteiras. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Imagem&lt;/span&gt;: O medo do habitantes do além-mar gerou no imaginário medieval um verdadeiro inventário dos mais diferentes monstros. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7413219242263282177-5204609643058381016?l=conversasdemonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/feeds/5204609643058381016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/10/conceito-iii-sete-teses.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/5204609643058381016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/5204609643058381016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/10/conceito-iii-sete-teses.html' title='Conceito III: Sete Teses'/><author><name>Amael Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03459344757639029607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Ssn5qA_ZpUI/AAAAAAAAADo/x0sW9oeYotY/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/StxstWvFy0I/AAAAAAAAAF0/_aIaZlcRQ4w/s72-c/panotea.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7413219242263282177.post-2676124270441802106</id><published>2009-10-13T12:55:00.000-07:00</published><updated>2009-11-03T06:47:17.412-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><title type='text'>Conceito II: Os anormais</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/StTcQ1YE0UI/AAAAAAAAAFk/yuqIb2ofDM0/s1600-h/atleta+hemafrodita.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392176835633402178" src="http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/StTcQ1YE0UI/AAAAAAAAAFk/yuqIb2ofDM0/s320/atleta+hemafrodita.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 211px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma notícia recente colocou o mundo dos esportes em uma situação delicada: a atleta sul-africana Caster Semenya foi diagnosticada como hermafrodita. O evento ganhou proporcões na imprensa mundial. O que considerar nessa situação: a condição masculina ou feminina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o mundial de Berlim, quando o exame foi realizado, verificou-se que a fundista não possui ovários e tem órgãos sexuais masculinos internos, que estariam produzindo uma grande quantidade de testosterona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que pareça recente, a questão já era conhecida desde a Idade Média, e até o século XVI, quando os hermafroditas eram, como hermafroditas, considerados monstros e executados, queimados, suas cinzas jogadas ao vento. Em um interessante estudo sobre esse contexto, o filósofo francês Michel Foucault analisa as três grandes figuras monstruosas: o monstro, o incorrigível, o onanista (o masturbador). Vejamos como o filósofo conceitua essa categoria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A noção de monstro é essencialmente uma noção jurídica - jurídica, claro, no s&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;entido lato do termo, pois o que define o monstro é o fato de que ele constitui, em sua existência mesma e em sua forma, não apenas uma violação das leis da sociedade, mas uma violação das leis da natureza. [...] Digamos que o monstro é o que combina o impossível com o proibido. [...] Podemos dizer que o que faz a força e a capacidade de inquietação dos monstros é que, ao mesmo tempo que viola a lei, ele a deixa sem voz. [...] O monstro é, por definição, uma exceção. &lt;/span&gt;(FOUCAULT, 2002, p. 69-130).&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/StTl3YftMYI/AAAAAAAAAFs/Iua34OQWyBI/s1600-h/hemafrodita.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392187393500328322" src="http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/StTl3YftMYI/AAAAAAAAAFs/Iua34OQWyBI/s320/hemafrodita.jpg" style="cursor: pointer; float: right; height: 201px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 267px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A teoria central do filósofo é de que o anormal é o monstro banalizado. Para provar isso, Foucault recorre aos exames médicos e aos relatórios jurídicos da Idade Média aos nossos dias. Assim, ele argumenta que os monstros questionam as leis estabelecidas pelo sistema jurídico, por isso sua afirmação de que a noção de monstro é jurídica. O caso da atleta parece ressoar a tese do pesquisador: a sua condição de hermafrodita questiona as leis, impondo um novo contexto que transgride as regras estabelecidas pelo sistema jurídico dos esportes. Ela é, pois, uma exceção a regra geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entrelinhas&lt;/span&gt;: Amanhã continuaremos a nossa discussão sobre o que é um monstro. Você vai conhecer as famosas Sete Teses sobre a cultura dos monstros de Jeffrey Jerome Cohen. Vale ressaltar que, pelo que vimos hoje, a questão dos monstros está intimamente ligada a fenômenos do nosso cotidiano, principalmente se pensarmos nas nossas escolhas éticas e /ou ideológicas: o caso de Caster Semenya nos mostra que ainda não sabemos agir diante dessas  questões interrogadoras. Ao menos, o Comitê não tomou uma decisão preconceituosa: a medalha que a atleta ganhou no Mundial de Berlim não lhe foi tomada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É igualmente monstro o ser que tem dois sexos e, por conseguinte, que não se sabe se deve ser tratado como menino ou como menina; se se deve ou não autorizá-lo a se casar e com quem; se pode ser titular de benefícios eclesiásticos; se pode receber as ordens religiosas, etc. Assim, a desordem da natureza abala a ordem jurídica, e aí aparece o monstro&lt;/span&gt;", Foucault.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para saber mais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FOUCAULT, Michel. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os anormais&lt;/span&gt;. São Paulo: Martins Fontes, 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Imagem&lt;/span&gt;: Grafite sobre papel Hermafrodita (1995)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7413219242263282177-2676124270441802106?l=conversasdemonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/feeds/2676124270441802106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/10/conceito-ii-os-anormais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/2676124270441802106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/2676124270441802106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/10/conceito-ii-os-anormais.html' title='Conceito II: Os anormais'/><author><name>Amael Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03459344757639029607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Ssn5qA_ZpUI/AAAAAAAAADo/x0sW9oeYotY/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/StTcQ1YE0UI/AAAAAAAAAFk/yuqIb2ofDM0/s72-c/atleta+hemafrodita.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7413219242263282177.post-5607329394112978057</id><published>2009-10-09T05:20:00.000-07:00</published><updated>2009-11-03T06:53:59.623-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Conceito I: A natureza dos monstros</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Ss8zCzWrUaI/AAAAAAAAAFc/HxJm_NYwM2I/s1600-h/368.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 125px; height: 192px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Ss8zCzWrUaI/AAAAAAAAAFc/HxJm_NYwM2I/s320/368.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390583402223849890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir de hoje, vamos começar nossa viagem sobre os conceitos de monstruosidade. Ao longo desse percurso você vai conhecer um conjunto de trabalhos específicos sobre essa problemática. Essas iniciativas procuram responder a uma pergunta que tem sido o centro de calorosos debates: por que os monstros fascinam tanto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para começar essa viagem, vou apresentar o trabalho de um paulista visionário: Luiz Nazário, é doutor em História pela USP, com uma tese, ainda inédita sobre o cinema nazista. Atualmente é chefe do Departamento de Fotografia e Cinema da Escola de Belas Artes, da UFMG.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://books.google.com.br/books?id=KjmBSsIGnhsC&amp;amp;dq=da+natureza+dos+monstros&amp;amp;printsec=frontcover&amp;amp;source=bn&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;ei=1SrPSonCINLT8Aak76D8Aw&amp;amp;sa=X&amp;amp;oi=book_result&amp;amp;ct=result&amp;amp;resnum=4&amp;amp;ved=0CA8Q6AEwAw"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Da natureza dos Monstros&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O monstro se define, em primeiro lugar, em oposição à humanidade. Ele é o seu inimigo mortal, aquele contra o qual ela só pode reagir pelo extermínio. No imaginário popular, o Mal é enorme, maciço, assumindo frequentemente a forma excessiva de um animal antediluviano. [...] Toda a geração formal de uma espécie conhecida - crianças, bichos, andróides - pode converter-se à monstruosidade por um efeito de estranhamento.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A maior parte dos atributos da monstruosidade está em clara oposição aos atributos que definem a condição humana. Outros, são aspectos dessa condição tomados isoladamente e submetidos a um tratamento plástico do exagero.&lt;/span&gt; (NAZÁRIO, p. 11, 1998)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse pequeno trecho podemos destacar os principais pontos da teoria nazariana sobre os monstros:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Para definir um monstro, é necessário ter mente o conceito de humanidade.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;O monstro está relacionado ao Mal; é uma das metáforas utilizadas para representá-lo.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Qualquer entidade (pessoa, animal, objetos) pode se tornar um monstro por um efeito de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;estranhamento. &lt;/span&gt;Ao nosso olhar, o outro se torna tão estranho que ganha contornos sombrios.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Tratamento plástico do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;exagero&lt;/span&gt;: Além do processo de estranhamento, outra forma de tornar  elementos banais em monstros é o exagero de alguma de suas características.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entrelinhas&lt;/span&gt;: Por hoje é só. Aos poucos você vai observar que os monstros estão em todos os lugares, às vezes disfarçados, outras excessivamente evidentes. Na próxima semana, vou falar sobre o conceito jurídico de monstro do filósofo francês Michel Foucault. Até lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O monstro, em sua irrupção, era considerado como o signo anunciador e percursor de acontecimentos destinados, por decisão transcendente, a revolucionar a ordem do mundo e da História".&lt;/span&gt; Encyclopédie Philosophique Universelle&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para saber mais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NAZÁRIO, Luiz. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Da natureza dos monstros.&lt;/span&gt; São Paulo: Arte &amp;amp; Ciência, 1998.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7413219242263282177-5607329394112978057?l=conversasdemonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/feeds/5607329394112978057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/10/conceito-i-natureza-dos-monstros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/5607329394112978057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/5607329394112978057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/10/conceito-i-natureza-dos-monstros.html' title='Conceito I: A natureza dos monstros'/><author><name>Amael Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03459344757639029607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Ssn5qA_ZpUI/AAAAAAAAADo/x0sW9oeYotY/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Ss8zCzWrUaI/AAAAAAAAAFc/HxJm_NYwM2I/s72-c/368.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7413219242263282177.post-225392923063098434</id><published>2009-10-08T07:10:00.000-07:00</published><updated>2009-11-03T06:53:10.711-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Classificação dos Monstros III</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Ss3zmPLHZ1I/AAAAAAAAAFM/QjtqcKLGl7Q/s1600-h/I_Am-Legend_v01_2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 217px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Ss3zmPLHZ1I/AAAAAAAAAFM/QjtqcKLGl7Q/s320/I_Am-Legend_v01_2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390232167266084690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, encerrando nossas postagens sobre a classificação nazariana dos monstros, vou falar um pouco sobre duas importantes categorias do horror  moderno: os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;monstros microscópicos&lt;/span&gt; e os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;monstros tecnológicos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Monstros microscópicos&lt;/span&gt;: Perigo invisível, as amebas, germes, bactérias, vírus são no mundo das guerras biológicas microorganismos capazes de exterminar a humanidade. "A ficção associou o vírus ao 'monstro' por seu poder de extermínio em endemias, epidemias e pandemias', afirma Nazário. Exemplares: o vírus que altera a constituição biológica dos humanos no recente filme &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=vhdCcqRuQgc"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;I am legend&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; (Eu sou a lenda) de Francis Lawrence.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Ss31bzN7kZI/AAAAAAAAAFU/8oLucam0Ycw/s1600-h/will-smith-no-filme-eu-robo-58523.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Ss31bzN7kZI/AAAAAAAAAFU/8oLucam0Ycw/s320/will-smith-no-filme-eu-robo-58523.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390234186986262930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Monstros tecnológicos&lt;/span&gt;: são os monstros que estão intimamente relacionados ao universo tecnológico como objetos mecânicos, eletrônicos e genéticos, animados sob as formas mais variadas. De acordo com Nazário, "os monstros modernos não são mais organismos selvagens do Além, criaturas exóticas, matérias vivas desconhecidas; eles assustam como objetos fabricados pelo próprio homem no seio da civilização. A tecnologia é a maior fonte de terror das sociedades tecnológicas. O novo terror surge dentro da usina atômica, do hospital, do laboratório e do lar moderno". Exemplares: A rebelião dos robôs em &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=nvcvmMVclN0"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;I, Robot&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; de Isaac Asimov que recentemente recebeu uma adaptação homônima para as telonas com Will Smith.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entrelinhas&lt;/span&gt;: Na próxima postagem falarei sobre o conceito cultural de monstros para os principais pensadores que nas três últimas décadas têm se voltado para o assunto. Entre eles, nomes como José Gil, filósofo português, Michel Foucault, filósofo francês, Julio Jeha, Luiz Nazário e Jeffrey Jerome Cohen&lt;style&gt;/  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:612.0pt 792.0pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:36.0pt;  mso-footer-margin:36.0pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Responda rápido: o que é feio, malvado, duro de matar, tem origens escusas e é um absoluto sucesso? Um monstro, claro".&lt;/span&gt; Um jornalista.&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Para saber mais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NAZÁRIO, Luiz. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Da natureza dos monstros&lt;/span&gt;. São Paulo: Artes &amp;amp; Ciência, 1998.&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7413219242263282177-225392923063098434?l=conversasdemonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/feeds/225392923063098434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/10/classificacao-dos-monstros-iii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/225392923063098434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/225392923063098434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/10/classificacao-dos-monstros-iii.html' title='Classificação dos Monstros III'/><author><name>Amael Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03459344757639029607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Ssn5qA_ZpUI/AAAAAAAAADo/x0sW9oeYotY/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Ss3zmPLHZ1I/AAAAAAAAAFM/QjtqcKLGl7Q/s72-c/I_Am-Legend_v01_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7413219242263282177.post-8985151310052578163</id><published>2009-10-07T05:15:00.000-07:00</published><updated>2009-11-03T06:52:44.484-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Classificação dos Monstros II</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SsyOGp2ba7I/AAAAAAAAAFE/Bk6f94BmMx8/s1600-h/blob_wall.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 180px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SsyOGp2ba7I/AAAAAAAAAFE/Bk6f94BmMx8/s320/blob_wall.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389839099020143538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje vou falar sobre mais dois grandes grupos de monstros: os monstros vegetais e os monstros polimorfos, segundo a categorização nazariana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Monstros vegetais&lt;/span&gt;: são os monstros relacionados ao reino vegetal como plantas carnívoras, diabólicas, extraterrestres ou alteradas por experiências ou acidentes. "A potência vegetal manifesta-se através do desenvolvimento experimental, do cultivo perverso, da alquimia diabólica ou do transporte espacial de plantas, árvores, sementes ou vagens carnívoras, com poderes maléficos, mortíferos ou de replicação humana. As plantas monstruosas, mutantes ou extraterrestres agem como vampiros. A potência vegetal evoca um reino estranho, primitivo, incriado, capaz de apossar-se do reino humano", explica Nazário. Exemplares: planta assassina e as algas cheia de tentáculos do filme &lt;a href="http://odiscretocharmedascapas.blogspot.com/2009/05/lost-continent-leslie-norman-michael.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Lost Continent&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; de Leslie Norman &amp;amp; Michael Carreras.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Monstros polimorfos&lt;/span&gt;: são os monstros que não possuem uma forma definida ou possuem várias. Máteria informe, disforme ou multiforme. "A potência polimorfa revela-se em ataque de criaturas sem forma definida. Cósmicas, sobrenaturais ou artificiais, as 'coisas' alimentam-se da humanidade e ameaçam-na por inteiro. Exemplares: a bolha assassina de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;a href="http://www.interfilmes.com/filme_20953_A.Bolha-%28The.Blob%29.html"&gt;The Blog&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;de Chuck Russell. Essa categoria representa o nosso medo das coisas disformes que não podem ser definidas, categorizadas, classificadas.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entrelinhas&lt;/span&gt;: Por hoje é só. Amanhã falarei dos germes assassinos, vírus mortais e da nova categoria do horror moderno: os monstros tecnológicos. Abraços monstruosos para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O monstro é um pecado da natureza" &lt;/span&gt;Aristóteles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para saber mais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NAZÁRIO, Luiz. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Da natureza dos monstros&lt;/span&gt;. São Paulo: Arte &amp;amp; Ciência, 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Filme &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic;" href="http://www.interfilmes.com/filme_20953_A.Bolha-%28The.Blob%29.html"&gt;The Blog&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; de Chuck Russell (1958)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7413219242263282177-8985151310052578163?l=conversasdemonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/feeds/8985151310052578163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/10/classificacao-dos-monstros-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/8985151310052578163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/8985151310052578163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/10/classificacao-dos-monstros-ii.html' title='Classificação dos Monstros II'/><author><name>Amael Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03459344757639029607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Ssn5qA_ZpUI/AAAAAAAAADo/x0sW9oeYotY/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SsyOGp2ba7I/AAAAAAAAAFE/Bk6f94BmMx8/s72-c/blob_wall.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7413219242263282177.post-4766197741313979298</id><published>2009-10-06T04:53:00.000-07:00</published><updated>2009-11-03T06:51:10.233-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Classificação dos Monstros I</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SstFIr8sjzI/AAAAAAAAAEs/iYSgCNkKZJI/s1600-h/the-zombie-survival-guide.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389477394617503538" src="http://4.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SstFIr8sjzI/AAAAAAAAAEs/iYSgCNkKZJI/s320/the-zombie-survival-guide.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 192px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje a nossa conversa vai ser sobre a classificação dos monstros. Como vimos em nossa conversa anterior, a história está repleta de monstros. Grandes, pequenos, do reino animal, que se parecem humanos, vegetais, bolhas, vírus assassinos, extraterrestres. São tantas criaturas diferentes que para entendê-las em detalhe é preciso recorrer a classificações. Embora alguns teóricos  sejam contrários a essas classificações, porque dizem que os monstros não cabem em nenhuma categoria, seguirei o modelo estabelecido pelo pesquisador Luiz Nazário, que  com base na semelhança existente entre determinados grupos, estabelece um modelo que contempla seis grandes categorias: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;monstros antropomorfos, zoomorfos, polimorfos, vegetais, microscópicos e tecnológicos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o modelo estabelecido por Nazário, os monstros podem ser classificados em seis grandes grupos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ol style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Monstros Antropomorfos&lt;/span&gt;: São os monstros que um dia já foram homens ou que possuem a forma humana. Segundo Nazário, esses "monstros humanos nascem no seio de uma humanidade que rejeita sua integração criando uma imagem ideal de si mesma, da qual os malformados estão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a priori&lt;/span&gt; exluídos". Exemplares: um homem moral ou fisicamente alterado, mutilado ou deformado por natureza, doença, acidente, experiência ou radiação; autômatos; criatura de laboratório; morto animado sob a forma de esqueleto; fantasma, aparição, múmia, zumbi ou vampiro; homem-animal, incluindo o abominável homem das neves, o pé-grande, o licantropo e o lobisomem; extraterrestre; demônio.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Monstros &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Z&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;oomorfos&lt;/span&gt;: São os monstros do reino animal. Para o pesquisador, "as espécies animais que se exacerbam monstruosamente demonstram sua desintegração no seio das outras espécies que a intervenção do homem abalando os ecossistemas com vingança das criaturas milenarmente submetidas, maltratadas e exterminadas pelo homem. Agredida pela civilização, a natureza revida sob a forma de catástrofes misteriosas ou ataques organizados de animais mutantes". Exemplares: animais únicos, sobrenatural, feroz, pré-histórico, extraterrestre ou gigante; espécie animal revoltada, alterada por experiência ou acidente.&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entrelinhas&lt;/span&gt;: Por hoje é só, amanhã a gente conversa sobre mais dois grupos de monstros: as plantas carnívoras e a bolha assassina, ou, na classificação de Nazário, os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;monstros vegetais&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;polimorfos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para saber mais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NAZÁRIO. Luiz. &lt;a href="http://www.ufmg.br/boletim/bol1235/pag8.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Da natureza dos monstros&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. São Paulo: Arte &amp;amp; Ciência, 1998. p. 45-55.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Zumbis ou mortos-vivos, exemplos de monstros antropomorfos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7413219242263282177-4766197741313979298?l=conversasdemonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/feeds/4766197741313979298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/10/classificacao-dos-monstros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/4766197741313979298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/4766197741313979298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/10/classificacao-dos-monstros.html' title='Classificação dos Monstros I'/><author><name>Amael Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03459344757639029607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Ssn5qA_ZpUI/AAAAAAAAADo/x0sW9oeYotY/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SstFIr8sjzI/AAAAAAAAAEs/iYSgCNkKZJI/s72-c/the-zombie-survival-guide.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7413219242263282177.post-4120284167811172170</id><published>2009-10-05T05:37:00.000-07:00</published><updated>2009-11-03T06:52:20.689-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><title type='text'>Para início de conversa</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SsoLxDW1WII/AAAAAAAAAEk/KJYhrNDgLJo/s1600-h/elephant.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389132841444792450" src="http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SsoLxDW1WII/AAAAAAAAAEk/KJYhrNDgLJo/s320/elephant.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 305px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 213px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CAMAEL%7E1.010%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Os monstros já eram figuras presentes no imaginário popular e nas diversas manifestações artísticas, inclusive na literatura, desde, pelo menos, a Antiguidade Clássica. Na &lt;i&gt;Odisséia&lt;/i&gt;, por exemplo, Homero narra o mito de Ulisses que teve de enfrentar sereias e o gigante Polifemo no regresso a Ítaca. Ainda mais numeroso é o acervo deles nas narrativas orais míticas: harpias, gigantes, esfinge, minotauro e quimeras.  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Desde, então, os monstros vem se proliferando na literatura, destacadamente nos séculos XVIII e XIX, quando desponta na Europa a ficção gótica. Ao contrário da tradição literária voltada para a lógica da luz do dia, da racionalidade, a ficção do horror inclina-se para as sombras da noite, para mal, para o que está oculto. As manifestações malignas ecoam em “histórias de horror e terror, transcorridas em castelos arruinados, [...] habitados por seres estranhos que convivem com fantasmas e entidades sobrenaturais” (MOISÉS, 2004, p. 212).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CAMAEL%7E1.010%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C04%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Desde o &lt;i&gt;Castelo de Otranto&lt;/i&gt; (1764) de Horace Walpole, primeira novela gótica, a estética do horror se disseminou pela cultura sob diversas formas, exercendo influência nas várias literaturas nacionais. Essa ficção privilegia o desocultamento dos traços mais instintivos e bárbaros da condição humana, em uma espécie de jogo onírico que rejeita a ordem do mundo civilizado para propor o caos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CAMAEL%7E1.010%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C07%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-align: justify;"&gt;A literatura [gótica] inclina-se para a loucura, a morbidez, a feiúra, o satânico. Literatura do mal – poderíamos chamá-la assim, ou mais tecnicamente, literatura fantástica. Ela ignora o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sobrenatural certificado&lt;/span&gt; (Deus, os santos, os anjos, as boas fadas), preferindo o mal, aquilo que deveria estar oculto. Esta complacência do fantástico em relação aos valores negativos produz medo, reprovação, nojo. (AIDAR; MARCIEL, 1986, p. 28 – grifo dos autores)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CAMAEL%7E1.010%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C05%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Com o advento do cinema, os monstros atingiram ainda maior penetração social, ampliando significativamente o seu público. Do musical da Broadway &lt;i&gt;O fantasma da ópera&lt;/i&gt;, passando pelo romance &lt;i&gt;O exorcista&lt;/i&gt; de William Peter Blatty, ao clipe &lt;i&gt;Triller&lt;/i&gt; de Michael Jackson, “o horror tornou-se um artigo básico em meio às formas artísticas contemporâneas, populares ou não” (CARROLL, 1999, p. 13).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-style: italic; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entrelinhas&lt;/span&gt;: Bem, é isso aí, não tem mais jeito. A partir de hoje, vamos conversar um pouco sobre os monstros nas  diversas manifestações culturais, literatura, cinema, música, folclore, teatro, o diabo-de-quatro... É uma conversa bem informal, mesmo. Aceito todo tipo de contribuição: zumbis, vampiros, fantasmas, bruxas, lobisomen, múmias, criaturas de RPG.&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lentamente, eles chegam e sem que percebamos nos questiona sobre o que somos. Vem nos perguntar por que o criamos.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Referências:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CAMAEL%7E1.010%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C03%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CAMAEL%7E1.010%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C05%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 11" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CAMAEL%7E1.010%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C07%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;AIDAR, José Luiz; MACIEL, Márcia. &lt;i&gt;O que é vampiro&lt;/i&gt;. São Paulo: Brasiliense, 1986.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;CARROLL, Nöel. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A filosofia do horror ou paradoxos do coração&lt;/span&gt;. Tradução de Roberto Leal Ferreira. Campinas: Paipirus, 1999.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;MOISÉS, Massaud. &lt;i&gt;Dicionário de termos literários&lt;/i&gt;. 12. ed. São Paulo: Cultrix, 2004, p. 212-213.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Crédito da imagem: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Monstrorum Historia&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7413219242263282177-4120284167811172170?l=conversasdemonstros.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/feeds/4120284167811172170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/10/para-inicio-de-conversa.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/4120284167811172170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7413219242263282177/posts/default/4120284167811172170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conversasdemonstros.blogspot.com/2009/10/para-inicio-de-conversa.html' title='Para início de conversa'/><author><name>Amael Oliveira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03459344757639029607</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/Ssn5qA_ZpUI/AAAAAAAAADo/x0sW9oeYotY/S220/perfil.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Thc53S34iO4/SsoLxDW1WII/AAAAAAAAAEk/KJYhrNDgLJo/s72-c/elephant.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
